quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mamãe, não chore


O título não é apenas inspirado numa letra de música do Kid Abelha, é inspirado na realidade minha, talvez sua, e de tantas outras mães.
Achamos que nascemos prontas para ser mãe, que, de vermos a forma como uma irmã ou vizinha criou o filho, sabemos exatamente como vai ser o nosso, e que teremos o domínio total da situação. Só que não! Ser mãe é pegar todos os discursos que um dia se fizeram, amassar e colocar no bolso. Ser mãe é experimentar, inventar... Não tem receita pronta.
A gente pode nascer com o corpo pronto para ser mãe, mas o emocional fica totalmente abalado. Seu corpo pode passar ileso por uma gestação, mas o seu espírito não!
Isso porque um bebê vai mudar toda a sua rotina. Muda a rotina da sua casa, do casal, do filho... Primeiro porque você viverá uma espécie de cárcere privado (risos), e mesmo que decida passear, saiba que todos os seus amigos continuam a vida normalmente: trabalhando, estudando, correndo... Só você ganha a licença.
Claro que a mamãe está feliz com a chegada do filho, claro que ela passa horas babando o seu bebê. Mas só quem é mãe sabe o quanto dez minutos de choro consecutivos são capazes de destruir todos os músculos do corpo. Imagine o desastre físico e emocional que uma tarde (ou noite) inteira de choro causa na mamãe?! Ao mesmo tempo em que tudo que você mais deseja é estar agarrada em seu bebê, começa a sentir vontade de estar em qualquer outro lugar que lhe proporcione minutos de paz (e se culpa por isto).
Aí você começa a notar que seu cabelo está caindo em mechas, sua pele descamando e faz três dias que não consegue ir ao banheiro decentemente. Só uma mãe de bebê sabe a felicidade que é arrumar tempo para pintar as unhas, ou ao menos fazer uma refeição sem interrupções.
Sem falar nas vezes em que se pega embalando-se ao segurar até copo de água. E os banhos que toma ouvindo o chorinho do bebê, que na verdade dorme em sono profundo.
Mas, mamãe, não chore! Por mais angustiante que seja a sensação de impotência ao não ser capaz de acalmá-lo, saiba que esse momento vai passar e você vai sentir muita saudade. Eu que enfrento o segundo bebê alérgico a leite posso lhe garantir, o choro e os olhares jamais esquecerá, mas a conexão que você estabelece com seu filho nesse momento, assim como todo o repertório de canções de ninar, deixarão saudade para sempre.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Mais um dia de testes

Meu filho de dois meses tem APLV (alergia a proteína do leite de vaca), o que até então, parecia muito tranquilo para mim que já tive um filho com APLV (ou intolerância à lactose) sete anos atrás. Não sei dizer ao certo o que o meu primeiro filho teve, na época diagnosticamos como uma simples intolerância, mas cortamos tudo que contivesse leite, já que na época nem se encontrava produtos com adição de lactase na cidade onde moro. Agora, consultando meu bebê de dois meses, a gastro pediatra disse que o que meu primeiro filho teve foi sim APLV, já que se curou com um ano.
Mas, o que parecia tranquilo e conhecido para mim, tem se tornando cada dia mais difícil. Difícil porque meu segundo filho tem manifestações diferentes: começou os choros de dor somente aos dois meses, antes disso ele sofreu com assaduras (que chegamos a confundir com alergia a fralda) e refluxo.
Ele tem passado dias de choros bem sofridos, alta irritabilidade e bolinhas no rosto. Já cortei produtos com leite, caseína, corante caramelo (quase tudo que é industrializado), ovo, amendoim (esse eu já confirmei que ele é alérgico), coco e soja...Inclusive cortei o óleo de soja, que inicialmente eu não tinha me dado por conta.
Então inicio o trabalho de detetive. Será que está sofrendo pelas duas castanhas do Pará que comi? Ou será que ele é tão alérgico ao ponto de eu ter que parar com o pão francês que, pode estar "contaminado" de produtos com leite feitos no mesmo forno? 
Será que a alergia é ao glúten? A minha vontade é nem testar, pois como basicamente pães e bolos, coisas que consigo fazer em casa. Esta semana já tive um mal estar, creio que oriundo da alimentação limitada, se eu cortar a farinha...
Quem sabe o bolo de limão? 
Tem sido muito difícil este período, até porque se pesquisarmos na internet veremos que todos os alimentos podem apresentar alguma reação, eu teria que me alimentar somente de arroz e água!

Enquanto isso: Força mamãe, não chore!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Novidade

Além das colunas publicadas no Jornal O Fato Novo, que também disponibilizo na minha página do facebook (fb.com/colunapublicidade), resolvi criar este canal, um blog para que eu "converse" mais sobre o tema maternidade.
Notei a importância de falar sobre o assunto depois de me sentir muito confortável em conversar com mamães de filhos como os meus. Tenho um filho de sete anos e um de dois meses, ambos com problemas em relação ao consumo do leite. Meu mais velho, graças a Deus, já está curado há seis anos, e desde então consome muito leite. Mas agora o meu bebê também passa pela mesma dificuldade, a tal da APLV, alergia à proteína do leite de vaca.
Achei que seria fácil enfrentar novamente esta dificuldade, ainda mais que agora eu já sei o que é, e descobri logo nas primeiras crises. Mas não foi tão fácil. Isso porque ele também está apresentando reações alérgicas ao amendoim, à soja e provavelmente ao coco e ovos (que estamos testando).
Ser mãe é tão mágico que, além do diploma de mãe, você ganha de brinde o de médica, nutricionista, terapeuta, detetive, professora, administradora, advogada... Paro por aqui pois citaria todas as profissões.
Mas o que eu gostaria de dizer as mamães hoje é... Mamãe não chore...Você consegue dar conta de tudo!
Bem vindos ao blog!